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Raposa

Sabe, revendo/relembrando/relendo o que escreveu Antoine de Saint-Exupèry no "Pequeno Príncipe" lembrei que apesar de não me achar muito à lá "raposa", nestes últimos anos tenho reafirmado minhas convicções e cada vez mais vou descobrindo como é bom ter amigos, mesmo que alguns nem sejam para sempre; mesmo que sejam só por algum tempo; mesmo que nem pensem da mesma forma mas pelo tempo que estivermos juntos por isso já vale.
A raposa diz para o príncipe, para quem não leu ou não lembra, que em frente a sua toca existe um campo de trigo e como ela não come pão, nada lhe significava. Isto mudou porque o menino tem cabelos dourados e a cativou e daquele momento em diante, sempre que olhar para o campo dourado de trigo lembrará dele e então o campo de trigo terá novo significado e lhe trará alegria.

- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.

O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

"E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar."

Acho que vai ser bastante difícil este amigo secreto de 2006 porque foi o ano em que "meu campo de trigo" mudou, para melhor, como nunca antes.

Hoje acho que estou um pouco Edemar, estava ouvindo Hallelujah e me pus a escrever e perdoem se estou um pouco melodramático mas me senti compelido a escrever, coisa fora do comum.

Muito obrigado.

Esqueci de assinar: Leo


Comments:

Edemar — 29 November 2006, 13:30

Quando começamos a ver, ouvir e sentir com o coração percebemos o quanto as coisas, as pessoas,os momentos são importantes, percebemos o quanto precisamos de cada uma delas para nos tormarmos pessoas verdadeiramente humanas e felizes.
Obrigado pelas palavras e pelas lembranças que elas trazem à nossas mentes.

Márcio — 29 November 2006, 18:58

Lindas palavras! Eu li o Pequeno Príncipe e lembrei de tudo o que foi falado. O coro, cada vez mostrando mais e mais filósofos. Que bom! Adoro isso...

Mas, quem escreveu?

Seja quem for, parabéns!

Leonardo — 30 November 2006, 12:31

Casa de ferreiro, espeto de pau happy smiley

Esqueci de assinar, hehe

Valeu.





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